{"id":6707,"date":"2025-05-01T09:55:33","date_gmt":"2025-05-01T12:55:33","guid":{"rendered":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/\/?p=6707"},"modified":"2025-05-01T10:38:52","modified_gmt":"2025-05-01T13:38:52","slug":"sessoes-educativas-sobre-as-religioes-afro-maranhenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6707","title":{"rendered":"Sess\u00f5es Educativas Sobre as Religi\u00f5es Afro-maranhenses"},"content":{"rendered":"\n<p>As cinco sess\u00f5es educativas sobre as religi\u00f5es afro-maranhenses, acompanhadas de seus respectivos roteiros pedag\u00f3gicos, dispon\u00edveis na aba &#8220;Educativo&#8221; do site do Museu Afro Digital do Maranh\u00e3o, s\u00e3o fruto da pesquisa intitulada \u201cO Afro-Religioso no Museu: a aba Educativo do Museu Afro Digital do Maranh\u00e3o como instrumento para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista e humanista\u201d. Este trabalho foi desenvolvido por Reinilda de Oliveira Santos durante seu doutorado profissional no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Hist\u00f3ria da Universidade Estadual do Maranh\u00e3o, no per\u00edodo de 2021 a 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>O projeto das sess\u00f5es educativas \u00e9 desenvolvido por Reinilda de Oliveira Santos como parte do Museu Afro Digital do Maranh\u00e3o. Seu objetivo central \u00e9 promover uma educa\u00e7\u00e3o antirracista e valorizar a diversidade cultural brasileira, com foco nas religi\u00f5es afro-maranhenses.<br>As religi\u00f5es afro-brasileiras s\u00e3o manifesta\u00e7\u00f5es que v\u00e3o al\u00e9m da espiritualidade, englobando cultura, fam\u00edlia e vis\u00e3o de mundo. O projeto busca combater estere\u00f3tipos hist\u00f3ricos e promover o reconhecimento da riqueza do universo afro-religioso.<\/p>\n\n\n\n<p>As sess\u00f5es abordam temas como as indument\u00e1rias rituais, comidas sagradas, s\u00edmbolos de terreiro, moradas de encantados e instrumentos musicais afro-religiosos. Cada sess\u00e3o inclui roteiros pedag\u00f3gicos orientados a professores, visando facilitar a integra\u00e7\u00e3o dos conhecimentos afro-religiosos no curr\u00edculo escolar e fomentar o respeito \u00e0 diversidade e \u00e0 liberdade religiosa. A proposta visa promover uma reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a cultura afro-brasileira, abrindo espa\u00e7o para a inclus\u00e3o e o combate ao racismo religioso nas salas de aula.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>As Sess\u00f5es Educativas:<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>1. <strong>Indument\u00e1rias Rituais<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aborda as indument\u00e1rias rituais, em suas formas, cores e fundamentos que est\u00e3o relacionadas aos gostos, modos de agir, viver e sentir coletivos. Elas s\u00e3o muito variadas, se relacionam com a idade e o sexo das entidades e identificam as fam\u00edlias espirituais, a exemplo dos pretos velhos que costumam usar preto e branco, as entidades de rua que usam preto e vermelho, o povo das \u00e1guas que veste, em destaque, o azul. Al\u00e9m do mais, os trajes utilizados nos terreiros do Maranh\u00e3o possuem peculiaridades de acordo com as diferentes vertentes afro-religiosas e vestir o santo ou vestir-se para o santo \u00e9 uma das etapas mais relevantes nos rituais de terreiros.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Comidas Sagradas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As comidas ritual\u00edsticas da sess\u00e3o Comida de Santo foram escolhidas pela diversidade, modos de preparo e, principalmente, por sua raridade. Elas s\u00e3o mais do que simples prepara\u00e7\u00f5es culin\u00e1rias; s\u00e3o rituais sagrados que conectam os adeptos \u00e0s entidades e \u00e0 ancestralidade. Cada ingrediente, cada modo de preparo, carrega consigo simbolismos que remetem \u00e0 espiritualidade e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da f\u00e9. Al\u00e9m do mais, as comidas s\u00e3o feitas de acordo com as circunst\u00e2ncias, gostos, restri\u00e7\u00f5es, proibi\u00e7\u00f5es ou celebra\u00e7\u00f5es do terreiro ou das entidades para as quais s\u00e3o ofertadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. S\u00edmbolos de Terreiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A sess\u00e3o S\u00edmbolo de terreiro traz defumador, cruzeiro, velas, pontos de assentamento, imagens\/vultos e altares\/santidade, elementos imprescind\u00edveis e conectados \u00e0 viv\u00eancia no terreiro. Por exemplo, quando o povo de santo chega no sal\u00e3o, mensuram os pontos de assentamento e o altar, utilizam o defumador na abertura do tambor, quando muda a corrente, para circundar os curandeiros, os tambores e o p\u00e9 do altar. Al\u00e9m do mais, o cruzeiro \u00e9 um dos principais pontos de for\u00e7a da casa.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>4. Moradas de Encantados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>As Moradas de Encantados, apresentadas na sess\u00e3o quatro, foram escolhidas por serem pontos de for\u00e7a, locais em que a entidade se encantou e passou para o lado espiritual. No texto, traremos mitos, est\u00f3rias e localidades em uma geografia cuja exist\u00eancia pode ser real, como a pedra de Itacolomi, a ilha dos Len\u00e7\u00f3is e ilha dos Caranguejos ou fixada no imagin\u00e1rio popular, a exemplo do reino de Camund\u00e1 e lagoa do Pajeleiro. Al\u00e9m disso, essas moradas podem estar relacionadas a um tempo espec\u00edfico, como a morada do Rei Sebasti\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>5. Instrumentos e Cantos Sagrados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima sess\u00e3o, Instrumentos e cantos sagrados, explora o universo das doutrinas e dos instrumentos que d\u00e3o cad\u00eancia aos rituais afro-religiosos. Nos terreiros maranhenses utilizam-se o abat\u00e1, o tambor da mata e caba\u00e7as, no entanto, muitos outros instrumentos musicais podem fazer parte do conjunto, a exemplo, do pandeiro\/adufe, bor\u00e1 saxofone, sanfona, tri\u00e2ngulo, agog\u00f4, matraca, marac\u00e1, tarol, p\u00edfano\/pife, taboca, ganz\u00e1 e recursos (assobios, imita\u00e7\u00e3o de p\u00e1ssaros, garrafas, folhas de flandres, caixa). E a combina\u00e7\u00e3o do som desses instrumentos com as doutrinas cantadas, estabelece a conex\u00e3o com o sagrado.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n<a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/apresentacaorenildafinal.pdf\" class=\"pdfemb-viewer\" style=\"\" data-width=\"max\" data-height=\"max\" data-toolbar=\"bottom\" data-toolbar-fixed=\"off\">apresentacaorenildafinal<\/a>\n\n\n<p>.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><strong><strong>Para acessar a este documento,&nbsp;<a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/sessao_3_SIMBOLOS_DE_TERREIRO.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">CLIQUE&nbsp;<\/a><a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/apresentacaorenildafinal.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">AQUI<\/a><\/strong><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><\/p>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<pre class=\"wp-block-preformatted\"><strong>SESS\u00d5ES:<\/strong><br>Sess\u00e3o 1 \u2013 <a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6806\">Vestindo o Santo<\/a><br>Sess\u00e3o 2 \u2013 <a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6803\">Comida de Santo<\/a><br>Sess\u00e3o 3 \u2013 <a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6796\">S\u00edmbolos de terreiro<\/a><br>Sess\u00e3o 4 \u2013 <a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6785\">Eira: Morada de encantados<\/a><br>Sess\u00e3o 5 \u2013 <a href=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6772\">Instrumentos e\u00a0Cantos\u00a0Sagrados<\/a><\/pre>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As cinco sess\u00f5es educativas sobre as religi\u00f5es afro-maranhenses, acompanhadas de seus respectivos roteiros pedag\u00f3gicos, dispon\u00edveis na aba &#8220;Educativo&#8221; do site do Museu Afro Digital do Maranh\u00e3o, s\u00e3o fruto da pesquisa intitulada \u201cO Afro-Religioso no Museu: a aba Educativo do Museu Afro Digital do Maranh\u00e3o como instrumento para uma educa\u00e7\u00e3o antirracista e humanista\u201d. 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