{"id":6572,"date":"2025-02-02T05:13:06","date_gmt":"2025-02-02T08:13:06","guid":{"rendered":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/\/?p=6572"},"modified":"2025-02-03T12:52:59","modified_gmt":"2025-02-03T15:52:59","slug":"personalidades-afro-maranhenses","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?p=6572","title":{"rendered":"Personalidades Afro-Maranhenses"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"has-mobile-text-align-justify\">A presente proposta \u00e9 um desdobramento do projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica intitulado \u201cPersonalidades negras: verbetes biogr\u00e1ficos de artistas, intelectuais e ativistas maranhenses do s\u00e9culo XX\u201d, cujo primeiro ano de vig\u00eancia (01\/09\/2023 a 31\/08\/2024) teve o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Optamos por desenvolv\u00ea-lo inicialmente com cinco personalidades negras do munic\u00edpio de Graja\u00fa\/MA a fim de trazer visibilidade \u00e0s pr\u00e1ticas culturais e educacionais desenvolvidas na regi\u00e3o centro-sul maranhense: Argentino de Sousa Santos (poeta e um dos fundadores da Academia Grajauense de Letras e Artes); Cleiane Chaves (educadora e vice-presidente da Academia Grajauense de Letras e Artes); Jo\u00e3o da Cruz Atenas (m\u00fasico, compositor e mestre da cultura afro-maranhense); Paulo S\u00e9rgio Ferreira de Moraes (poeta e m\u00fasico); Veralice Oliveira (educadora).<\/p>\n\n\n\n<p>Parte relevante de nossa proposta consiste em disponibilizar aos discentes e docentes do ensino superior e b\u00e1sico, por meio do MAD\/MA, uma nova percep\u00e7\u00e3o a respeito do papel dos negros na hist\u00f3ria do Brasil e assim contribuir para que ocorra de maneira efetiva a implementa\u00e7\u00e3o da Lei 10.639\/2003, que tornou obrigat\u00f3rio o ensino de hist\u00f3ria e cultura afro-brasileira e africana nas escolas. Desse modo, \u00e9 de suma import\u00e2ncia a constru\u00e7\u00e3o de uma reflex\u00e3o acerca do porque determinados personagens s\u00e3o lembrados, e outros silenciados, seja no ensino ou na pesquisa. No que diz respeito \u00e0 abordagem metodol\u00f3gica, dialogamos com estudos de trajet\u00f3rias e biografias provenientes do campo historiogr\u00e1fico. Adotamos a forma narrativa e cronol\u00f3gica na elabora\u00e7\u00e3o dos verbetes sem perder de vista \u00e0s especificidades dos personagens analisados, situando-os em seu grupo, contexto social e tempo hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\" data-trigger-modal=\"Uvq7C4D4L84\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<div class=\"wp-block-group\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><a href=\"#\" data-type=\"page\" data-id=\"5539\">Argentino de Sousa Santos<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div role=\"dialog\" aria-modal=\"true\" class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__wrapper\" data-modal-id=\"Uvq7C4D4L84\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Argentino de Sousa Santos<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"333\" data-attachment-id=\"6630\" data-permalink=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?attachment_id=6630\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/argentino-1.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"320,333\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"argentino\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/argentino-1.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/argentino-1.png?resize=320%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6630\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/argentino-1.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/argentino-1.png?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">SANTOS, Argentino de Sousa (Graja\u00fa-MA, 16 de outubro de 1930 \u2013 12 de novembro de 2009)<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1. Campo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Oficial de justi\u00e7a, propriet\u00e1rio de terras, criador de gado, escritor e poeta. Era constantemente convidado para participar de eventos escolares e culturais na cidade de Graja\u00fa-MA, apresentando suas poesias. Foi um dos fundadores da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA), criada em 21\/01\/2006 e dedicada ao desenvolvimento da cultura e \u00e0 defesa das tradi\u00e7\u00f5es grajauenses, bem como ao interc\u00e2mbio com os centros de atividades culturais do Brasil e do exterior<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Acad\u00eamico e um dos fundadores da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA). Por ser um homem dedicado aos estudos, conseguiu um emprego como oficial de justi\u00e7a. Tornou-se poeta ap\u00f3s uma trag\u00e9dia que ocorreu em sua fam\u00edlia, a morte de seu filho ca\u00e7ula Vald\u00edvio. Ap\u00f3s essa tr\u00e1gica perda, aflorou em Argentino o desejo por escrever seus sentimentos de dor e saudade, e esses sentimentos foram escritos em poesias.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O jornal \u201cO Imparcial\u201d (1999), publicou uma mat\u00e9ria sobre sua vida e anexou uma de suas poesias mais conhecidas, um pleito de gratid\u00e3o a sua m\u00e3e Hort\u00eancia. Em 2008, publicou um livro com mais de cem poesias, intitulado \u201cVersos de um sertanejo\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Argentino de Sousa Santos<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como \u201cpoeta sertanejo\u201d, nasceu no povoado de Bela Estrela, na cidade de Graja\u00fa\/MA, em 16\/10\/1930. Seus pais se chamavam Jo\u00e3o Santos e Hort\u00eancia Santos. O pai de Argentino Santos, vindo de uma fam\u00edlia pobre e numerosa, com muito esfor\u00e7o, sacrif\u00edcio e dedica\u00e7\u00e3o, tornou-se um advogado muito respeitado. O senhor Jo\u00e3o Santos era autodidata, um homem obstinado a mudar de vida. Ele saiu da ro\u00e7a e iniciou sua carreira como professor dos filhos dos fazendeiros ricos daquela regi\u00e3o. Ap\u00f3s casar-se com Hort\u00eancia Santos, e ter seus filhos, mudou-se para Graja\u00fa, onde continuou a se dedicar aos estudos. Ap\u00f3s ter chegado em Graja\u00fa, o ent\u00e3o promotor de justi\u00e7a, seu Nicolau Dino, o nomeou como advogado. Toda essa trajet\u00f3ria de lutas e conquistas de seu pai foi uma inspira\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m um fator crucial para que Argentino tamb\u00e9m trilhasse por esse caminho de dedica\u00e7\u00e3o aos estudos.<\/p>\n\n\n\n<p>Argentino fez o curso prim\u00e1rio com duas professoras, uma se chamava Caetana e a outra se chamava Mila, em uma escola que funcionava no Pal\u00e1cio do Bispo, agora conhecida por casa paroquial, em Graja\u00fa. Depois completou o gin\u00e1sio no col\u00e9gio Gomes de Sousa, hoje col\u00e9gio Santo Antonio. O in\u00edcio da trajet\u00f3ria de Argentino se deu ainda em sua inf\u00e2ncia, inspirado por seu pai, um homem autodidata que com muita dedica\u00e7\u00e3o e empenho constante conseguiu mudar sua realidade, estudando em momentos de descanso de seu trabalho na ro\u00e7a, tornando-se professor e, posteriormente, advogado.<\/p>\n\n\n\n<p>O \u201cpoeta sertanejo\u201d cresceu em um ambiente simples, repleto de conhecimento e cultura, que cooperaram diretamente para que ele trilhasse os passos do pai. Seu pai estimulou todos os seus dez filhos a estudarem e se formarem. Argentino se dedicou aos estudos e tamb\u00e9m a realizar pequenos servi\u00e7os com o prop\u00f3sito de juntar economias.<\/p>\n\n\n\n<p>Argentino de Sousa tornou-se poeta ap\u00f3s uma trag\u00e9dia em sua fam\u00edlia, o falecimento de seu filho ca\u00e7ula Vald\u00edvio, de apenas 17 anos, vitimado por um acidente com arma de fogo. Nesse momento de t\u00e3o grande sofrimento em sua vida, aflorou-se em Argentino o desejo de expressar seus sentimentos de tristeza e saudade. A forma escolhida foi a escrita de poesias que com o passar do tempo se tornaram tamb\u00e9m uma forma de amenizar a dor que sentira.<\/p>\n\n\n\n<p>Argentino de Sousa Santos foi acad\u00eamico e um dos fundadores da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA). Tem um livro publicado, por uma editora na cidade de Goi\u00e2nia-GO com mais de cem poesias, por t\u00edtulo \u201cVersos de um sertanejo\u201d (2008). O poeta tamb\u00e9m teve uma mat\u00e9ria sobre sua vida divulgada no jornal maranhense \u201cO Imparcial\u201d, em 1999. O jornal tamb\u00e9m publicou uma das poesias de Argentino, por t\u00edtulo \u201cPleito de Gratid\u00e3o\u201d, dedicada \u00e0 sua m\u00e3e Hort\u00eancia.<\/p>\n<\/div><button class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__close\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"14\" height=\"14\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\"><path d=\"M24 1.2 22.8 0 12 10.8 1.2 0 0 1.2 10.8 12 0 22.8 1.2 24 12 13.2 22.8 24l1.2-1.2L13.2 12 24 1.2z\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\" data-trigger-modal=\"qT6uuanrEed\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><a href=\"#\" data-type=\"page\" data-id=\"2\">Cleiane Nascimento Chaves Barros<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div role=\"dialog\" aria-modal=\"true\" class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__wrapper\" data-modal-id=\"qT6uuanrEed\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Cleiane Nascimento Chaves Barros<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"333\" data-attachment-id=\"6622\" data-permalink=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?attachment_id=6622\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/cleidiane.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"320,333\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"cleidiane\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/cleidiane.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/cleidiane.png?resize=320%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6622\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/cleidiane.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/cleidiane.png?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">BARROS, Cleiane Nascimento Chaves (Graja\u00fa-MA, 25 de dezembro de 1970).<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1. Campo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Cleiane Chaves \u00e9 professora, escritora, tem livros publicados, \u00e9 membro fundadora da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA) e atualmente \u00e9 vice-presidente da mesma.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Fez o magist\u00e9rio na escola Bandeirantes, que atualmente se chama Livino Rezende e \u00e9 professora efetiva pelo estado do Maranh\u00e3o e escritora de duas obras relevantes, o livro \u201c9 de junho\u201d (2020) e o livro did\u00e1tico \u201cGraja\u00fa, cidade da gente\u201d (2024).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Professora Cleiane Chaves \u00e9 uma das fundadoras da academia Grajauense de Letras e Artes, em 2006. Em 2020, publicou seu primeiro livro, por t\u00edtulo \u201c9 de junho\u201d (livro biogr\u00e1fico da vida de Raimunda Chaves, av\u00f3 da professora Cleiane Chaves). Em 2022, foi convidada a participar da cria\u00e7\u00e3o de um livro did\u00e1tico sobre a cidade de Graja\u00fa, por t\u00edtulo, \u201cGraja\u00fa, cidade da gente\u201d, juntamente com outros tr\u00eas escritores, professora Ruth Helena, professor Alexandre Sampaio e professora Magn\u00f3lia Costa. E por tr\u00eas vezes foi ganhadora do pr\u00eamio melhores do ano\/Graja\u00fa, na Categoria Professora, e neste ano foi indicada e ganhadora na Categoria Escritora.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cleiane Nascimento Chaves Barros<\/strong>, nasceu no povoado S\u00e3o Pedro, na cidade de Graja\u00fa-MA, em 25 de dezembro de 1970. Filha de Cleonice Chaves Pereira, Cleiane Chaves relata que sua av\u00f3 Raimunda Chaves foi uma pessoa muito relevante para a sua trajet\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o educacional, pois era uma mulher muito forte que mudou o destino de seus filhos e netos, quando decidiu sair do sert\u00e3o e ir para a cidade de Graja\u00fa-MA em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Sua av\u00f3 tornou-se professora e todos os seus filhos e netos seguiram o mesmo caminho.<br><\/p>\n\n\n\n<p>Cleiane estudou em Graja\u00fa-MA e fez o fundamental I e II, na \u00e9poca chamado de primeiro grau, no col\u00e9gio Nicolau Dino, em seguida foi para o Bandeirante, que agora se chama Livino Rezende e l\u00e1 cursou o magist\u00e9rio. Nesse mesmo per\u00edodo tamb\u00e9m foi radialista, quando ela iniciou nesse trabalho tinha apenas 14 anos de idade. Alguns anos ap\u00f3s concluir o magist\u00e9rio, surgiu o concurso para professores da rede estadual. Na ocasi\u00e3o, a professora Cleiane fez este concurso em 1991 e passou em terceiro lugar.<\/p>\n\n\n\n<p>Cleiane Chaves at\u00e9 ent\u00e3o se identificava como radialista e chegou a acreditar que seguiria na profiss\u00e3o por muitos anos, visto que gostava muito de se comunicar. Entretanto, quando entrou em uma sala de aula pela primeira vez tudo mudou, e viu que ali era o seu lugar, e j\u00e1 est\u00e1 h\u00e1 trinta e dois anos atuando como professora, atualmente trabalha no Col\u00e9gio Municipal Santo Ant\u00f4nio e est\u00e1 em processo de aposentadoria da escola Livino de Souza Rezende.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao tratarmos de movimentos sociais, a professora Cleiane afirma que n\u00e3o tem envolvimento direto com grupos ou movimentos negros, mas que sua luta pelo direito \u00e0 igualdade racial se d\u00e1 em sala de aula com seus alunos. Ela relata que constantemente conversa e na oportunidade esclarece para os alunos sobre a import\u00e2ncia do respeito, independente de ra\u00e7a, g\u00eanero ou religi\u00e3o, destacando a import\u00e2ncia de lutarem pelos seus diretos, de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, a sa\u00fade e igualdade.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Cleiane Chaves \u00e9 uma das fundadoras da academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA) e atualmente \u00e9 uma das diretoras do AGLA. Em 2020, publicou seu primeiro livro, por t\u00edtulo \u201c9 de junho\u201d, livro biogr\u00e1fico da vida de Raimunda Chaves, av\u00f3 da professora Cleiane Chaves.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, foi convidada a participar da cria\u00e7\u00e3o de um livro did\u00e1tico sobre a cidade de Graja\u00fa, por t\u00edtulo \u201cGraja\u00fa, cidade da gente\u201d, que foi lan\u00e7ado neste ano (2024), livro este direcionado aos alunos da educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica municipal de Graja\u00fa, ensino fundamental, anos finais. E foi por tr\u00eas vezes ganhadora do pr\u00eamio, Melhores do ano\/Graja\u00fa, indicada como melhor professora, e neste ano foi indicada ganhadora na Categoria Escritora.vvv<\/p>\n\n\n\n<p><br><\/p>\n<\/div><button class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__close\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"14\" height=\"14\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\"><path d=\"M24 1.2 22.8 0 12 10.8 1.2 0 0 1.2 10.8 12 0 22.8 1.2 24 12 13.2 22.8 24l1.2-1.2L13.2 12 24 1.2z\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\" data-trigger-modal=\"IwoOzd8iSkx\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><a href=\"#\" data-type=\"page\" data-id=\"2\">Jo\u00e3o da Cruz Atenas<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div role=\"dialog\" aria-modal=\"true\" class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__wrapper\" data-modal-id=\"IwoOzd8iSkx\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Jo\u00e3o da Cruz Atenas<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"333\" data-attachment-id=\"6633\" data-permalink=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?attachment_id=6633\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/joao.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"320,333\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"joao\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/joao.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/joao.png?resize=320%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6633\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/joao.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/joao.png?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">ATENAS, Jo\u00e3o da Cruz. (Teresina-PI, 18 de dezembro 1957).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1. Campo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Pedreiro, figurinista, m\u00fasico, pintor, art\u00edstico, artes\u00e3o, compositor, ator e cavaquinista.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Atenas fez o prim\u00e1rio em Teresina-PI, e iniciou o gin\u00e1sio em S\u00e3o Lu\u00eds-MA, por\u00e9m devido \u00e0s quest\u00f5es financeiras de sua fam\u00edlia, Jo\u00e3o optou por trabalhar e n\u00e3o prosseguiu com seus estudos. Ao tornar-se maior de idade, se profissionalizou como pedreiro e passou a trabalhar nessa \u00e1rea. Mestre Atenas \u00e9 respons\u00e1vel por dois grupos de Bumba-Meu-Boi, que ele ajudou a fundar, Bumba-Meu-Boi da Vila Kennedy e BumbaMeu-Boi Brilho da Noite. Jo\u00e3o Atenas \u00e9 integrante da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA), juntamente com Cleiane Chaves e Ruth Helena. Seu envolvimento \u00e9 na \u00e1rea art\u00edstica (pintura, m\u00fasica, dan\u00e7a).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Aclama\u00e7\u00e3o popular em festivais culturais (festas juninas, apresenta\u00e7\u00e3o de BumbaMeu-Boi, festivais de m\u00fasicas e festivais religiosos). Os grupos do Bumba-Meu-Boi que ele ajudou a fundar j\u00e1 foram premiados com 1\u00ba e 3\u00ba lugares.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Jo\u00e3o da Cruz Atenas<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como mestre Atenas, nasceu na cidade de Teresina-PI, em 18 de dezembro de 1957. Seus pais se chamavam Carlos Raimundo e2Claudete Colbert Atenas. Jo\u00e3o Atenas cresceu em contato com movimentos art\u00edsticos e culturais, visto que seu pai era radialista e sua m\u00e3e era figurinista e desenhista de fantasias. O que inspirou o Mestre Atenas a seguir por esse caminho foi seu contato precoce com movimentos art\u00edsticos e culturais na cidade de Teresina-PI (quadrilhas, bumba-meu-boi, teatro e dan\u00e7as regionais).<\/p>\n\n\n\n<p>Mestre Atenas passou a ter interesse por esse campo de atua\u00e7\u00e3o ainda em sua inf\u00e2ncia, na cidade de Teresina-PI, quando participou de um grupo de bumba-meu-boi, criado por ele e outros brincantes que se inspiraram em grupos de bumba j\u00e1 existentes na regi\u00e3o. Sua trajet\u00f3ria art\u00edstica teve in\u00edcio em sua adolesc\u00eancia com o envolvimento direto com o bumba meu boi, desde a confec\u00e7\u00e3o de cen\u00e1rios e figurinos ao desenvolvimento das dan\u00e7as e coreografias. Em busca de oportunidades, Jo\u00e3o Atenas e sua fam\u00edlia se mudaram para a cidade de Pedreiras-MA.<\/p>\n\n\n\n<p>Jo\u00e3o Atenas, que \u00e9 m\u00fasico, toca cavaquinho, tarol e \u00e9 percussionista da Banda de M\u00fasica Maestro Torquato Lima h\u00e1 cerca de 22 anos. Em 17\/12\/2021, a Universidade Federal do Maranh\u00e3o (UFMA) entregou ao mestre Atenas o certificado de honra ao m\u00e9rito cultural e tamb\u00e9m em 2021 lan\u00e7ou um disco com can\u00e7\u00f5es de sua pr\u00f3pria autoria em comemora\u00e7\u00e3o aos trinta anos do Bumba-Meu-Boi Brilho da Noite, can\u00e7\u00f5es essas que podem ser encontradas na plataforma de m\u00fasica Spotify.<\/p>\n\n\n\n<p>Mestre Atenas foi um dos fundadores do grupo de Bumba-Meu-Boi Brilho da Noite, em 09\/04\/1991. Al\u00e9m deste, fundou tamb\u00e9m o Bumba-meu-boi do bairro Vila Kennedy. Quando Atenas chegou em Graja\u00fa-MA, em 1986, foi muito bem acolhido pelo povo grajauense, e por ser um homem influente \u00e9 popularmente chamado de Mestre Atenas. No mesmo ano em que chegou em Graja\u00fa fundou o bloco carnavalesco Bafo da On\u00e7a, no bairro Expoagra. Atualmente, Jo\u00e3o Atenas est\u00e1 constantemente envolvido em eventos culturais da cidade de Graja\u00fa-MA. \u00c9 integrante de um grupo musical por nome \u201cRetorno do Samba\u201d e da Academia Grajauense de Letras e Artes (AGLA), envolvimento este voltado para a \u00e1rea art\u00edstica, especialmente a pintura, m\u00fasica e dan\u00e7a.<\/p>\n<\/div><button class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__close\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"14\" height=\"14\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\"><path d=\"M24 1.2 22.8 0 12 10.8 1.2 0 0 1.2 10.8 12 0 22.8 1.2 24 12 13.2 22.8 24l1.2-1.2L13.2 12 24 1.2z\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\" data-trigger-modal=\"OyVJoqICvgQ\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><a href=\"#\" data-type=\"page\" data-id=\"2\">Paulo S\u00e9rgio Ferreira de Moraes<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div role=\"dialog\" aria-modal=\"true\" class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__wrapper\" data-modal-id=\"OyVJoqICvgQ\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Paulo S\u00e9rgio Ferreira de Moraes<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"334\" data-attachment-id=\"6638\" data-permalink=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?attachment_id=6638\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/paulo.png?fit=320%2C334&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"320,334\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"paulo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/paulo.png?fit=320%2C334&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/paulo.png?resize=320%2C334&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6638\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/paulo.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/paulo.png?resize=287%2C300&amp;ssl=1 287w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">MORAES, Paulo S\u00e9rgio Ferreira de (Imperatriz-MA, 24 de mar\u00e7o de 1969).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1. Campo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Agente de endemias, m\u00fasico, cantor, professor de capoeira e poeta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Estudou todo o ensino fundamental e m\u00e9dio em escolas p\u00fablicas na cidade de Imperatriz-MA. N\u00e3o possui gradua\u00e7\u00e3o, mas possui forma\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas na \u00e1rea da sa\u00fade, realizadas na cidade de Graja\u00fa-MA, que o possibilitaram se tornar agente de endemias. Em Imperatriz-MA, Paulo S\u00e9rgio come\u00e7ou a fazer capoeira com 12 anos de idade com o mestre Pedro Paulo Buanna, que atualmente reside em Portugal. E ainda em ImperatrizMA, se formou como professor de Capoeira.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Capoeira j\u00e1 ganhou diversas premia\u00e7\u00f5es em festivais de m\u00fasica e poesia. Sagrou-se vencedor nos seguintes festivais: Festival de M\u00fasica de Graja\u00fa (Femug) com m\u00fasicas autorais; e Festival de M\u00fasica de Imperatriz (Femi). O mais recente foi na cidade de Pedreiras-MA. Nestes festivais ele se apresenta tocando e cantando m\u00fasicas populares2brasileiras, poesias cantadas escritas por ele e tamb\u00e9m se apresenta tocando e cantando can\u00e7\u00f5es de roda de capoeira com o berimbau.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Paulo S\u00e9rgio Ferreira de Moraes<\/strong>, tamb\u00e9m conhecido como Paulo Capoeira, nasceu na cidade de Imperatriz-MA, em 24\/03\/1969 e h\u00e1 trinta e cinco anos reside na cidade de Graja\u00fa-MA. Seus pais se chamavam Nascimento Paulo de Moraes e Maria de Lurdes Ferreira de Moraes. Paulo S\u00e9rgio, juntamente com seus pais, sempre se envolveu diretamente em movimentos negros na comunidade que eles faziam parte, participavam tamb\u00e9m da umbanda que era muito forte entre os moradores da comunidade onde eles residiam.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Capoeira cursou todo o ensino fundamental e m\u00e9dio em escolas p\u00fablicas da cidade de Imperatriz-MA. Com doze anos de idade ele iniciou aulas de capoeira com o mestre Pedro Paulo Buanna, que foi uma inspira\u00e7\u00e3o para ele, bem como o fato de j\u00e1 participar de movimentos culturais com sua fam\u00edlia.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua trajet\u00f3ria com movimentos culturais negros em Graja\u00fa-MA come\u00e7ou assim que ele chegou \u00e0 cidade aos 21 anos de idade. Logo deu in\u00edcio ao trabalho com a capoeira, junto com o \u201cMaculel\u00ea\u201d e tamb\u00e9m com a dan\u00e7a \u201cCacuri\u00e1\u201d, permanecendo apenas com a capoeira e o \u201cMaculel\u00ea\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Paulo Capoeira tamb\u00e9m se envolveu com o bumba-meu-boi e seu primeiro contato se deu em Imperatriz-MA, portanto, quando chegou em Graja\u00fa-MA e viu a for\u00e7a do movimento, sob a lideran\u00e7a de Jo\u00e3o Atenas, de imediato se disp\u00f4s a participar tamb\u00e9m. Paulo S\u00e9rgio conclui o segundo grau em Imperatriz, e alguns anos ap\u00f3s ter chegado para morar na cidade de Graja\u00fa, al\u00e9m de sua dedica\u00e7\u00e3o e trabalho com grupos de dan\u00e7a culturais, fez tamb\u00e9m um curso t\u00e9cnico voltado para a \u00e1rea da sa\u00fade, a fim de se qualificar e tornar-se agente de endemias.<\/p>\n\n\n\n<p>Como poeta e m\u00fasico, Paulo Capoeira j\u00e1 participou de movimentos culturais dentro e fora da cidade de Graja\u00fa-MA, como por exemplo em Marab\u00e1-PA, ImperatrizMA e Pedreiras-MA. J\u00e1 ganhou diversas premia\u00e7\u00f5es em festivais de m\u00fasica e poesia, bem como os grupos da capoeira que ele lidera.<\/p>\n<\/div><button class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__close\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"14\" height=\"14\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\"><path d=\"M24 1.2 22.8 0 12 10.8 1.2 0 0 1.2 10.8 12 0 22.8 1.2 24 12 13.2 22.8 24l1.2-1.2L13.2 12 24 1.2z\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-group\" data-trigger-modal=\"is9dZhveaA8\"><div class=\"wp-block-group__inner-container is-layout-constrained wp-block-group-is-layout-constrained\">\n<p><strong><a href=\"#\" data-type=\"page\" data-id=\"2\">Veralice Silva de Oliveira<\/a><\/strong><\/p>\n\n\n\n<div role=\"dialog\" aria-modal=\"true\" class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__wrapper\" data-modal-id=\"is9dZhveaA8\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block\"><div class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__content\">\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Veralice Silva de Oliveira<\/h2>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"320\" height=\"333\" data-attachment-id=\"6643\" data-permalink=\"https:\/\/museuafro.ufma.br\/?attachment_id=6643\" data-orig-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/veralice-1.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" data-orig-size=\"320,333\" data-comments-opened=\"0\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"veralice\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-large-file=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/veralice-1.png?fit=320%2C333&amp;ssl=1\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/veralice-1.png?resize=320%2C333&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-6643\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/veralice-1.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/veralice-1.png?resize=288%2C300&amp;ssl=1 288w\" sizes=\"auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">OLIVEIRA, Veralice Silva de (Graja\u00fa-MA, 19 de outubro de 1972).<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p><strong>1. Campo de atua\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Professora efetiva da rede p\u00fablica municipal e estadual de Graja\u00fa-MA, atualmente atua no munic\u00edpio com a fun\u00e7\u00e3o de coordenadora de avalia\u00e7\u00f5es. Integrante do movimento \u201cNegros\u201d, formado por ativistas de S\u00e3o Paulo, Santa Catarina, S\u00e3o Lu\u00eds e Portugal.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>2. Trajet\u00f3ria<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os anos iniciais e finais e parte do segundo grau foram cursados em escolas p\u00fablicas, respectivamente, Escola Frei Benjamin de Borno e Col\u00e9gio Nicolau Dino, ambas localizadas na cidade de Graja\u00fa-MA. E o terceiro ano do ensino m\u00e9dio foi em um col\u00e9gio particular na cidade de Pedreiras\/MA. Veralice \u00e9 formada em Licenciatura-Letras pela Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA), campus de Graja\u00fa, atrav\u00e9s do PROCAD, um programa de forma\u00e7\u00e3o de professores. Tem Especializa\u00e7\u00e3o em Planejamento Educacional, L\u00edngua Portuguesa e Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>3. Destaques<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Apresenta\u00e7\u00f5es de saraus com os seus alunos do terceiro ano do ensino m\u00e9dio, na escola estadual Dimas Simas Lima, voltados ao protagonismo de movimentos negros e de personalidades negras que contribu\u00edram para o desenvolvimento social, cultural e2educacional da sociedade brasileira, e que se organizaram em defesa dos direitos da popula\u00e7\u00e3o negra.Tem um colet\u00e2nea de textos para a produ\u00e7\u00e3o de um livro voltado para o empoderamento da mulher negra, por t\u00edtulo \u201cPoesia em prosa e versos de Vera\u201d. O livro seria publicado em celebra\u00e7\u00e3o aos seus cinquenta anos de idade, no entanto, devido \u00e0 pandemia da covid-19 houve um atraso na publica\u00e7\u00e3o, que foi adiada para o ano de 2025.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veralice Silva de Oliveira<\/strong> nasceu na cidade de Graja\u00fa-MA, em 19\/10\/1972, e morou por dois anos e meio na cidade de Imperatriz-MA. Seus pais se chamam Jo\u00e3o Batista Gomes de Oliveira e Maria Helena Silva de Oliveira. Pastora Marques da Silva, av\u00f3 da professora Veralice, foi sua refer\u00eancia de vida, por ser uma mulher que lutou bravamente pelo bem-estar dos seus filhos. Pastora Marques era descendente de ind\u00edgenas, e passou pelo \u00eaxodo rural, saiu do interior do Cear\u00e1 em busca de uma melhor qualidade de vida para si e para seus filhos, no estado do Piau\u00ed. Sua av\u00f3 sempre orientou seus filhos e, posteriormente, a seus netos tamb\u00e9m, com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s quest\u00f5es \u00e9tnico-raciais e culturais e tamb\u00e9m sobre seus direitos e deveres, mesmo sabendo pouco sobre isso.<\/p>\n\n\n\n<p>Professora Veralice cursou o ensino fundamental nas escolas Frei Benjamim de Borno, Col\u00e9gio Nicolau Dino e Col\u00e9gio Santo Ant\u00f4nio, na cidade de Graja\u00fa-MA, sendo que o terceiro do ano do ensino m\u00e9dio foi em um col\u00e9gio particular em Pedreiras-MA. Quando retornou a Graja\u00fa-MA fez o magist\u00e9rio no col\u00e9gio Santo Ant\u00f4nio. Veralice \u00e9 formada em Licenciatura-Letras, pela Universidade Estadual do Maranh\u00e3o (UEMA), campus de Graja\u00fa-MA, atrav\u00e9s do PROCAD, um programa de forma\u00e7\u00e3o de professores e tem tamb\u00e9m especializa\u00e7\u00e3o em Planejamento Educacional, L\u00edngua Portuguesa e Psicologia da Educa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Veralice era ainda crian\u00e7a quando desenvolveu o interesse pela licenciatura. Ela costumava brincar de escolinha com os seus irm\u00e3os e sempre era a professora, tamb\u00e9m inspirada por sua m\u00e3e, que \u00e9 educadora. Durante a inf\u00e2ncia ela tamb\u00e9m desenvolveu um amor muito grande pela leitura e pela busca de novos conhecimentos. Quando jovem, a professora Veralice ouviu algo que foi um despertar para que passasse a se reconhecer como uma mulher negra e tamb\u00e9m o interesse em disseminar para outras pessoas os diretos dos negros e principalmente para aqueles que erroneamente diziam que o racismo n\u00e3o existe.<\/p>\n\n\n\n<p>O relato de uma professora da faculdade foi o que fez Veralice passar a se dedicar \u00e0 luta antirracista. Sua professora fez uma observa\u00e7\u00e3o quanto ao fato de que os livros de3literatura contempor\u00e2nea, que estavam dispon\u00edveis para que os alunos estudassem, eram todos escritos por autores brancos, enquanto que j\u00e1 existiam ali, de forma acess\u00edvel, obras de escritores negros, muito relevantes, por\u00e9m que eram silenciados. A partir da\u00ed, a professora Veralice passou a se dedicar \u00e0s quest\u00f5es raciais, pesquisando o lugar das mulheres negras, a relev\u00e2ncia das obras de escritores\/as negros\/as e seus impactos dentro e fora do universo acad\u00eamico.<\/p>\n\n\n\n<p>Conforme se aprofundava no tema, a professora Veralice chegou \u00e0 conclus\u00e3o que a escola em que trabalhava era o local onde ela poderia e deveria disseminar essas ideias e compartilhar os conhecimentos que ela vinha adquirindo diariamente sobre a luta pelos diretos dos negros e tamb\u00e9m contra o racismo. Durante o per\u00edodo em que atuou em sala de aula, no Centro de Ensino Professor Dimas Simas Lima, a professora Veralice fez apresenta\u00e7\u00f5es de saraus com os seus alunos do terceiro ano, todos voltados ao protagonismo de movimentos negros e de personalidades negras que contribu\u00edram para o desenvolvimento social, cultural e educacional da sociedade brasileira e que se organizaram em defesa dos direitos da popula\u00e7\u00e3o negra.<\/p>\n\n\n\n<p>Veralice de Oliveira faz parte de um movimento social intitulado \u201cNegros\u201d, fundado em 31\/05\/2020, por \u00c9der J\u00fanior, que mora em Portugal. Os integrantes estudam sobre os negros, os movimentos do passado e tamb\u00e9m a respeito de movimentos sociais atuais, bem como pesquisas e trocas de conhecimento a respeito de trajet\u00f3rias de luta, conquistas da popula\u00e7\u00e3o negra e diversos temas voltados para os movimentos negros e tamb\u00e9m um estudo aprofundado acerca das pol\u00edticas de a\u00e7\u00f5es afirmativas. Com essas pesquisas, os integrantes tem a possibilidade de em suas cidades e regi\u00f5es disseminarem esse conhecimento t\u00e3o importante para toda a comunidade, especialmente para os negros se engajarem na luta antirracista.<\/p>\n\n\n\n<p>A professora Veralice possui uma colet\u00e2nea de textos voltados para o empoderamento da mulher negra, cujo t\u00edtulo \u00e9 \u201cPoesia em prosa e versos de Vera\u201d, que seriam publicados em celebra\u00e7\u00e3o aos seus cinquenta anos de idade, no entanto, devido \u00e0 pandemia da covid-19, houve um atraso na publica\u00e7\u00e3o, que foi adiada para o ano de 2025. Na oportunidade, a professora Veralice tem se dedicado a fazer corre\u00e7\u00f5es, altera\u00e7\u00f5es e a acrescentar mais informa\u00e7\u00f5es relevantes sobre a tem\u00e1tica.<\/p>\n<\/div><button class=\"wp-block-cloudcatch-light-modal-block__close\"><svg xmlns=\"http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg\" width=\"14\" height=\"14\" viewBox=\"0 0 24 24\" aria-hidden=\"true\"><path d=\"M24 1.2 22.8 0 12 10.8 1.2 0 0 1.2 10.8 12 0 22.8 1.2 24 12 13.2 22.8 24l1.2-1.2L13.2 12 24 1.2z\"><\/path><\/svg><\/button><\/div><\/div>\n<\/div><\/div>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p><strong>Curadoria<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Marco Ant\u00f4nio Machado Lima Pereira, doutor em Hist\u00f3ria Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e docente do curso de Ci\u00eancias Humanas\/Geografia do Centro de Ci\u00eancias de Graja\u00fa (CCGR\/UFMA). <\/p>\n\n\n\n<p>Olilia Marcela Ramos de Sousa, discente do curso de Ci\u00eancias Humanas\/Geografia do Centro de Ci\u00eancias de Graja\u00fa (CCGR\/UFMA). <\/p>\n\n\n\n<p><strong>Revis\u00e3o<\/strong> <\/p>\n\n\n\n<p>Pauline Freire Pimenta (UFLA)<\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A presente proposta \u00e9 um desdobramento do projeto de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica intitulado \u201cPersonalidades negras: verbetes biogr\u00e1ficos de artistas, intelectuais e ativistas maranhenses do s\u00e9culo XX\u201d, cujo primeiro ano de vig\u00eancia (01\/09\/2023 a 31\/08\/2024) teve o financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq). Optamos por desenvolv\u00ea-lo inicialmente com cinco personalidades negras do munic\u00edpio [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":6578,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_editorskit_title_hidden":false,"_editorskit_reading_time":0,"_editorskit_is_block_options_detached":false,"_editorskit_block_options_position":"{}","advanced_seo_description":"","jetpack_seo_html_title":"","jetpack_seo_noindex":false,"ngg_post_thumbnail":0,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-6572","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-acoes"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/museuafro.ufma.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/imagem_projeto.png?fit=3750%2C1875&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6572"}],"version-history":[{"count":40,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6572\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6654,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6572\/revisions\/6654"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6578"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/museuafro.ufma.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}